Em uma análise contundente e exclusiva exibida no programa jornalístico da Marlon Nascimento TV, a tragédia ganha contornos de negligência administrativa. Segundo a denúncia, a Prefeitura de Breves, realizadora do evento, falhou drasticamente no seu dever de garantir uma estrutura segura para a população marajoara que prestigiava a festividade.
A Estrutura Improvisada e a Suspeita de "Economia" Criminosa
As imagens do local pós-acidente revelam um cenário de guerra, com toneladas de metal retorcido. No entanto, o detalhe que mais choca é a espessura e a qualidade do material utilizado na tenda que ruiu.O jornalismo investigativo apontou que a estrutura montada neste ano era visivelmente mais frágil e inferior àquela utilizada no ano anterior — quando o evento contou com os robustos equipamentos do "Pararraial", cedidos pelo Governo do Estado. Fontes extraoficiais e denúncias recebidas pela reportagem indicam que a Prefeitura de Breves teria tentado "baratear" os custos do evento deste ano, contratando uma empresa de qualidade técnica questionável e montando uma tenda "improvisada".
Essa economia de recursos resultou em um preço impagável: a vida de uma jovem marajoara e o trauma de dezenas de famílias.
Choque Elétrico Fatal e o Contrato "Fantasma"
O desespero no momento da queda foi agravado por um fator letal: a fiação elétrica. De acordo com informações preliminares colhidas junto ao Corpo de Bombeiros no local, a causa da morte de Vanessa Ribeiro não teria sido apenas o impacto mecânico das barras de ferro, mas sim uma forte descarga elétrica. A estrutura de metal estava energizada devido a cabos ligados de maneira inadequada nos suportes.Agravando ainda mais a situação, o comunicador Marlon Nascimento revelou que o contrato da empresa responsável pela montagem da tenda não está disponível no Portal da Transparência do município. A ocultação do documento levanta questionamentos gravíssimos: Quem é o dono da empresa? Por que a prefeitura está escondendo o valor pago e a identidade dos responsáveis por essa montagem amadora?.
A Responsabilidade do Poder Público: O Fim das "Vaquinhas"
Diante do caos, muitos moradores de Breves iniciaram campanhas solidárias de "Pix" para ajudar a custear o translado e o tratamento dos feridos mais graves, que precisaram ser transferidos às pressas para hospitais em Belém.Embora a solidariedade do povo marajoara seja admirável, a reportagem fez um chamado enérgico à justiça: a obrigação integral de arcar com os custos médicos, psicológicos e logísticos de todas as vítimas é única e exclusivamente da Prefeitura de Breves. O evento era municipal, o espaço é público e a contratação foi feita pela gestão da cidade.
O conselho às mais de 20 famílias afetadas é claro: busquem o sistema judiciário. O município deve ser processado e responsabilizado pelas indenizações cabíveis devido à vulnerabilidade extrema em que colocou seus próprios cidadãos.
O Portal M7 continuará acompanhando as investigações da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, exigindo que o luto do Marajó se transforme em justiça. A impunidade não pode prevalecer.
