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Exposição de risco: Conselho Tutelar apura denúncia de menores em festas impróprias no interior de Breves

Uma grave denúncia chegou à redação do Balanço Geral Marajó, revelando uma situação de extrema vulnerabilidade envolvendo crianças e adolescentes no interior do município de Breves. Imagens que circulam em redes sociais mostram menores participando de festas noturnas, em ambientes onde o consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas é flagrante. O caso já está sob análise do Conselho Tutelar, que promete rigor na identificação dos responsáveis.

O material, gravado por volta das 2h da manhã, mostra crianças em um ambiente nitidamente inadequado para sua faixa etária. Segundo a denúncia, essas festas seriam comuns na zona rural do município. Diante das imagens, o Conselho Tutelar de Breves iniciou o trabalho de identificação das famílias e do organizador do evento. A conselheira tutelar Mauriele foi enfática ao destacar que a lei não faz distinção entre meio urbano e rural: a proteção integral à criança é um dever que deve ser respeitado em qualquer localidade.

A Dinâmica da Ação

A reportagem do programa Balanço Geral Marajó, com Marlon Nascimento, destaca que a exposição dessas crianças configura crime de vulnerabilidade. O procedimento adotado pelo Conselho Tutelar será rigoroso:
  • Identificação: Mapeamento das famílias e dos promotores dos eventos.
  • Notificação: Visitas domiciliares para ouvir os responsáveis.
  • Encaminhamento: Envio dos casos à Delegacia Especializada para tipificação criminal e responsabilização judicial dos pais e dos organizadores.

Contexto e Alerta: O Papel dos Pais e da Sociedade

A conselheira Mauriele reforça que não existe "desculpa" aceitável para levar crianças a ambientes de risco sob o pretexto de falta de babás ou cuidadores. "Se não tem com quem deixar, não se vai à festa", declarou. 

O Conselho Tutelar tem realizado um trabalho constante de prevenção na zona rural, orientando sobre os riscos de exploração e violência, incluindo a sexual, que podem ocorrer quando menores são expostos a pessoas sob efeito de álcool e entorpecentes.

Além disso, a divulgação das imagens nas redes sociais também configura violação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), podendo levar à responsabilização de quem gravou e compartilhou o conteúdo sem autorização. O caso será remetido ao Ministério Público para que as providências cabíveis sejam tomadas com a máxima celeridade.


Proteger a infância é um compromisso inegociável. O Portal M7 apoia a atuação firme das autoridades e reafirma que ambientes festivos regados a entorpecentes não são lugares de criança.

Casos como este devem servir de alerta para toda a sociedade brevense, que deve agir como guardiã dos direitos dos menores, denunciando qualquer situação que coloque em risco a integridade física e moral das nossas crianças.