Ameaças de morte e terror psicológico
De acordo com as informações apuradas, a vítima já possuía uma medida protetiva de urgência expedida pela Justiça contra o agressor, o que legalmente o proibia de manter qualquer tipo de contato ou aproximação. Ignorando a ordem judicial, o homem passou a aterrorizar a ex-companheira por meio de ligações telefônicas e mensagens de texto.O nível de violência psicológica chamou a atenção das autoridades: nas mensagens, o suspeito detalhava que utilizaria uma faca para cometer o feminicídio, chegando a afirmar cruelmente que "arrancaria o coração" da vítima.
Ação rápida da 20ª Companhia Independente de Polícia Militar
Diante do pedido desesperado de socorro, as guarnições da 20ª Companhia Independente de Polícia Militar (20ª CPM), sob o comando do Capitão Muniz, iniciaram diligências imediatas para localizar o infrator.O suspeito, identificado oficialmente como Divanildo Paiva Pacheco, foi localizado na área conhecida como Passagem Nova, em um perímetro popularmente chamado de "Buraco Escuro", na zona urbana de Muaná. Ao notar a aproximação das viaturas policiais, Divanildo tentou empreender fuga correndo pelas ruas do bairro, mas as equipes realizaram o cerco tático e conseguiram efetuar a captura.
Durante a revista pessoal, os policiais confirmaram a gravidade da denúncia: o homem estava portando exatamente a arma branca (faca) mencionada nas mensagens de ameaça enviadas à vítima.
Audiência de custódia e rigor da lei
Após receber voz de prisão em flagrante, Divanildo foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil (Depol) de Muaná para a lavratura dos procedimentos cabíveis. A materialidade do crime é considerada robusta pelos investigadores, uma vez que a polícia detém as capturas de tela das mensagens de ameaça, o registro das ligações, a faca apreendida e o flagrante do descumprimento da medida judicial de afastamento.O suspeito foi encaminhado para a audiência de custódia, onde o Poder Judiciário decidirá sobre a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, garantindo assim a integridade física e psicológica da vítima.
Violência contra a mulher é crime e deve ser denunciada! Se você é vítima ou conhece alguém que sofre ameaças e agressões, ligue imediatamente para a Polícia Militar no 190 ou denuncie de forma anônima pela Central de Atendimento à Mulher, no número 180. A denúncia salva vidas.
Compartilhe esta reportagem do Portal M7 para conscientizar a população do Marajó sobre a importância das medidas protetivas e da denúncia rápida.
