A cobertura, veiculada na reportagem do Balanço Geral Marajó, e apresentada no canal Marlon Nascimento TV, expôs o alto nível técnico e tático das equipes locais, comprovando que o esporte no interior da Amazônia segue revelando verdadeiros talentos ribeirinhos que encantam e movimentam a nossa sociedade.
O Início do Confronto: Estevão Gomes Sai na Frente e Matonense Reage
O clima de rivalidade saudável e a tensão decisiva já eram palpáveis desde o aquecimento das equipes. A rede não demorou a balançar e logo incendiou a torcida. O atleta Bruno Brebes, demonstrando seu faro de gol, saiu do banco de reservas e, no seu primeiro toque na bola, acertou um lindo chute de fora da área, abrindo o placar para o Estevão Gomes.Contudo, a Matonense mostrou que não venderia barato a derrota e respondeu rapidamente com um futsal focado na precisão dos passes. A jogada do gol de empate foi plástica: Danilo se livrou da forte marcação do Rato Mocajuba, cruzou rasteiro da direita, e, após um inteligente corta-luz do jogador Jeca, "Didito Gurupá" empurrou a bola para o fundo da rede, deixando tudo igual.
Expulsões, Reviravoltas e a "Raça" Ribereinha no Segundo Tempo
A segunda etapa da partida elevou os batimentos cardíacos dos torcedores brevensens. O jogo, que já era tenso, viu a arbitragem trabalhar dobrado para conter os ânimos exaltados. Um lance inusitado e cômico chegou a ocorrer quando Bruno Brebes cobrou um pênalti escorregando, configurando "dois toques", o que forçou a arbitragem a anular o gol.O talento individual brilhou fortemente. Gedilson, conhecido pela torcida como "Ged Gol", virou a partida para a Matonense com um chutaço de fora da área, seguido por outro golaço do camisa Rômulo. Quando o Estevão Gomes pediu tempo técnico, o jogo parecia perdido, mas a parada reajustou a equipe taticamente, e Dudu empatou novamente.
A temperatura subiu quando dois dos principais nomes em quadra, Pirata (Estevão Gomes) e o artilheiro Gedilson (Matonense), foram expulsos após um desentendimento em quadra. Se aproveitando da vantagem numérica pela punição de mais um jogador da Matonense (Danilo, fora por dois minutos), o Estevão fez 4 a 3.
O Sabor da Vitória: O Empate Milagroso da Matonense e o Futuro
No futsal do Marajó, onde os jogos exigem pulmão e raça redobrada, o jogo só termina no apito do juiz. Faltando segundos para o encerramento da partida, mesmo desfalcada e com dois jogadores a menos em quadra, a Matonense orquestrou uma jogada tática ensaiada e Jeca marcou o gol do milagroso empate por 4 a 4.Para a Matonense, o empate teve "sabor de vitória" e carimbou o passaporte da equipe para a tão aguardada final do 1º Turno (Taça Marina Carvalho). O artilheiro Gedilson reconheceu a bravura do time: "O time foi muito guerreiro com dois a menos, a gente não baixou a cabeça e precisava desse empate no finalzinho".
Mesmo com a não classificação direta pelo empate, os guerreiros do Estevão Gomes foram enaltecidos. "Quem ganhou com um jogo desse foi a torcida. Um jogo bem disputado, nossa amizade continua fora da quadra", declarou, orgulhoso, o atleta Marquinho.
Como destacou Marlon Nascimento no encerramento da matéria, esse é o verdadeiro esporte marajoara, que mobiliza os bairros de Breves e transforma o ginásio em um polo de cultura . O Portal M7 e toda a região agora aguardam não só as grandes finais do Futsal Brevense, mas a iminente chegada dos Jogos Abertos do Pará (Joapa), que colocará em quadra os melhores atletas de todo o arquipélago.
