O Drama de Joice Telma e o Desespero de uma Mãe Marajoara
Para tentar ajudar a filha neste momento de imensa dor e incerteza, a senhora Maria José Pantoja enfrentou as águas e a complexa logística fluvial do Marajó, viajando do município de Afuá até Breves. Segundo o relato emocionado de Dona Maria, a filha já deu entrada na unidade de saúde com o diagnóstico definitivo de óbito fetal, tendo sido encaminhada diretamente da clínica onde realizou a ultrassonografia com o pai da criança.No entanto, mesmo após cinco dias de internação, a angústia persiste. "A gente tá sofrendo porque o bebê morreu com sete meses. Era um bebê que a gente esperava muito", lamentou a mãe, evidenciando não apenas o trauma da perda, mas o risco iminente de complicações severas para a saúde física da gestante.
Ouvir de um profissional que essa espera prolongada é "normal" foi o estopim para a revolta de Dona Maria. "Normal é porque ele não carregou um filho morto na barriga. Por isso ele fala que é normal. A vida da minha filha tá em risco", desabafou a mãe marajoara. A equipe hospitalar teria alegado que uma intervenção cirúrgica (cesariana) neste estágio colocaria a paciente em risco de morte. Porém, clinicamente, a permanência prolongada de um feto em óbito também é uma ameaça gravíssima, podendo evoluir para quadros de infecção generalizada (septicemia) e distúrbios de coagulação se não houver um monitoramento e uma intervenção assertiva no momento correto.
Sem ver avanços no quadro clínico da filha, Dona Maria Pantoja faz um apelo contundente às autoridades competentes: "Eu tô pedindo ajuda pro Ministério Público me ajudar. Aqui eles não cuidam de ninguém, eles machucam as pessoas".
Protocolo Médico, Riscos Clínicos e a Revolta da Família
Segundo a família, a equipe médica do Hospital Municipal de Breves estaria seguindo um protocolo clínico estrito de indução do parto. Foram administrados diversos medicamentos na tentativa de forçar a dilatação e a expulsão natural do feto. O grande problema é que Joice Telma não apresenta contrações e a medicação não está surtindo o efeito esperado pelo corpo médico.Ouvir de um profissional que essa espera prolongada é "normal" foi o estopim para a revolta de Dona Maria. "Normal é porque ele não carregou um filho morto na barriga. Por isso ele fala que é normal. A vida da minha filha tá em risco", desabafou a mãe marajoara. A equipe hospitalar teria alegado que uma intervenção cirúrgica (cesariana) neste estágio colocaria a paciente em risco de morte. Porém, clinicamente, a permanência prolongada de um feto em óbito também é uma ameaça gravíssima, podendo evoluir para quadros de infecção generalizada (septicemia) e distúrbios de coagulação se não houver um monitoramento e uma intervenção assertiva no momento correto.
O Apelo ao Ministério Público e o Reflexo da Saúde no Marajó
O caso de Joice reflete uma triste realidade enfrentada diariamente pelas comunidades ribeirinhas e urbanas do Marajó. A dificuldade em obter procedimentos cirúrgicos de retaguarda, o gargalo por leitos de alta complexidade e a constante tensão por transferências para Belém via Tratamento Fora de Domicílio (TFD) tornam o atendimento na região um desafio constante.Sem ver avanços no quadro clínico da filha, Dona Maria Pantoja faz um apelo contundente às autoridades competentes: "Eu tô pedindo ajuda pro Ministério Público me ajudar. Aqui eles não cuidam de ninguém, eles machucam as pessoas".
