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Operação Ponto Crítico: Polícia Civil prende quatro pessoas por estupro de vulnerável e furtos em Muaná

A Polícia Civil do Pará deflagrou, nas primeiras horas desta quinta-feira (20), a quinta fase da Operação Ponto Crítico no município de Muaná, no Arquipélago do Marajó. A ação, que visa o cumprimento de mandados de prisão preventiva, resultou na captura de quatro indivíduos envolvidos em crimes graves na zona rural e urbana da cidade.

Casos de Estupro de Vulnerável Chocam a Comunidade

Entre as prisões realizadas, duas chamam a atenção pela crueldade e pelo vínculo familiar com as vítimas. As investigações, que contaram com escutas especializadas, depoimentos e exames periciais, levaram à detenção de parentes próximos:

Abuso por Tio: Um homem de 33 anos foi preso por abusar reiteradamente de sua sobrinha de 11 anos entre 2024 e 2025. Ele se aproveitava da facilidade de acesso à residência, já que o pai da vítima era seu irmão, para cometer os crimes quando a menina estava longe dos responsáveis.

Abuso por Avô: Um idoso foi detido no centro de Muaná acusado de abusar sexualmente de sua própria neta, de apenas 8 anos, no mês de fevereiro de 2026. O caso foi revelado pela própria criança a professores e coordenadores escolares, que acionaram imediatamente a rede de proteção.

Combate a Furtos e Criminalidade Patrimonial

Além dos crimes sexuais, a operação também retirou de circulação dois autores de furtos qualificados. Um dos suspeitos teria invadido uma residência durante a madrugada e subtraído diversos pertences, incluindo a motocicleta da vítima. Outro mandado foi cumprido contra um indivíduo que arrombou uma propriedade rural para cometer roubos.

Assista aos detalhes da Operação Ponto Crítico no vídeo abaixo:

Integração e Rede de Proteção

O delegado Felipe Mendonça ressaltou que o sucesso da operação é fruto de um trabalho conjunto entre a Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Conselho Tutelar e a Secretaria de Educação. As vítimas estão recebendo acompanhamento psicossocial completo para lidar com os traumas sofridos.

A autoridade policial reforçou a prioridade dada a casos que envolvem vulneráveis e agradeceu ao Poder Judiciário e ao Ministério Público pela celeridade nas manifestações.