Família denuncia erro médico em Breves e clama por leito urgente em Belém
Um drama familiar comove o município de Breves, na Ilha do Marajó. A família de Elielma Borges Lima procurou a imprensa local para denunciar o que classificam como uma sucessão de falhas no atendimento médico do Hospital Municipal, que deixou a paciente entre a vida e a morte. O caso, que teve início com um procedimento de pedra na vesícula no último domingo (15), transformou-se em uma corrida desesperada por um leito de alta complexidade em Belém.
Cirurgia com Complicações e Falta de Suporte
De acordo com os relatos, Elielma apresentava sinais de
infecção e alterações em exames realizados antes do procedimento. Mesmo com
áudios da paciente alertando sobre seu estado de saúde debilitado, a cirurgia
foi realizada.
Após a operação, o quadro da paciente agravou-se
severamente. Em vez de ser encaminhada para um hospital de média ou alta
complexidade (como o Hospital Regional do Marajó), Elielma foi transferida para
a sala vermelha da UPA de Breves, local que a família afirma não possuir a
estrutura necessária para o seu tratamento.
"Minha irmã está pedindo socorro lá dentro. Ela me disse: 'Mana, me ajuda, chama a imprensa, eu estou morrendo'. Nós não queremos perder nossa irmã", desabafou uma das familiares durante a reportagem.
Assista ao apelo desesperado da família de Elielma no vídeo abaixo:
Responsabilidade da Gestão Municipal
A denúncia levanta questionamentos graves sobre os
protocolos do Hospital Municipal de Breves. Segundo o jornalista Marlon
Nascimento, a falha em não avaliar adequadamente os exames pré-operatórios é de
inteira responsabilidade da unidade.
A família agora faz um apelo direto às autoridades,
incluindo a Secretaria Municipal de Saúde, para que a transferência para a
capital paraense seja autorizada imediatamente. Elielma é mãe de duas crianças
e, segundo suas irmãs, é o "esteio da família".
O Papel da Fiscalização e da Imprensa
O caso já foi levado ao Ministério Público para que as
providências legais sejam tomadas. A luta de Elielma destaca a fragilidade do
sistema de saúde local e a importância de uma imprensa livre para dar voz
àqueles que se sentem abandonados pelo poder público.