Escândalo na Câmara de Breves: Vereadores aprovam "Lei da Mordaça" e parcelamento de 20 anos da dívida do IPMB
O clima pesou na Câmara Municipal de Breves na última quinta-feira. Em uma manobra que pegou a população e até parte dos próprios parlamentares de surpresa, o Legislativo aprovou projetos de lei que alteram a estrutura de poder no município e comprometem o futuro dos servidores públicos. O jornalista Marlon Nascimento acompanhou a movimentação e denunciou a dificuldade de acesso aos textos aprovados, o que gerou uma onda de revolta nas redes sociais.
A Dívida do IPMB: Servidores pagarão a conta por 20 anos
Um dos pontos mais alarmantes da votação foi o projeto que
autoriza a prefeitura a parcelar em 240 meses (20 anos) uma dívida milionária
com o IPMB (Instituto de Previdência Municipal de Breves).
O valor, que já havia sido descontado diretamente dos contracheques dos servidores, não teria sido repassado ao instituto. Agora, a gestão atual empurra a conta para as próximas cinco administrações, colocando em risco a aposentadoria de milhares de trabalhadores breuenses.
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"Lei da Mordaça" contra o Vice-Prefeito
Além da questão previdenciária, a Câmara aprovou uma mudança
na Lei Orgânica do Município que mexe diretamente na linha de sucessão e na
autonomia do gabinete do vice-prefeito. A medida, apelidada de "Lei da
Mordaça", impediria Benedito Viana de assumir funções administrativas
plenas ou realizar atos de gestão na ausência do prefeito, algo que contraria
praxes democráticas.
Assista à denúncia completa de Marlon Nascimento sobre a
votação secreta:
Portas Fechadas: O desabafo nas redes sociais
Logo após sair da sessão, Marlon Nascimento publicou um
vídeo em suas redes sociais denunciando o cerceamento do trabalho da imprensa.
Mesmo protocolando pedidos oficiais, a Câmara negou o acesso imediato ao
conteúdo das leis votadas.
"A Câmara rompeu o protocolo e escondeu o projeto da
população. É um crime contra a transparência pública", afirmou o
jornalista, destacando que muitos vereadores votaram sem sequer ter lido o
projeto de lei.
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Belém (A crise na gestão reflete diretamente nos serviços básicos; veja
o drama de uma família que luta por atendimento hospitalar digno)
O Papel do Ministério Público
Diante da gravidade dos fatos, o caso deve ser levado ao Ministério
Público. A legislação determina que projetos de tamanha relevância, como a
mudança na Lei Orgânica, precisariam ser discutidos amplamente com a sociedade
por pelo menos 45 dias, o que não ocorreu.
