No quadro "Saúde em Foco" no Balanço Geral Marajó a apresentadora Meire Nunes, recebeu o médico clínico geral Dr. Adriano Frias para abordar duas patologias que afetam significativamente a qualidade de vida das mulheres: a endometriose e a adenomiose. A entrevista, buscou desmistificar as causas, sintomas e os tratamentos disponíveis para essas condições que, embora distintas, possuem origens anatômicas muito próximas e podem ocorrer de forma simultânea.
A Dinâmica das Imagens: O vídeo se passa no estúdio do programa, com um fundo azulado e a identidade visual do quadro "Saúde em Foco". O Dr. Adriano Frias, vestindo um jaleco branco, utiliza uma linguagem didática enquanto dialoga com a apresentadora Meire. A câmera alterna entre planos médios que mostram os dois interlocutores e planos fechados no médico durante suas explicações técnicas sobre a anatomia uterina e os processos inflamatórios. O clima é de uma consulta informativa, focada em levar conhecimento especializado de forma acessível para o público que acompanha a programação local.
Contexto e Impacto no Marajó: Para as mulheres de Breves e de todo o Arquipélago do Marajó, o acesso a informações precisas sobre saúde ginecológica é um desafio constante, especialmente em comunidades ribeirinhas onde o deslocamento até centros médicos especializados pode ser dificultado pela logística geográfica. A endometriose, caracterizada pela presença do tecido endometrial fora do útero — podendo atingir ovários, trompas e até órgãos como o intestino — e a adenomiose, que ocorre quando esse tecido se infiltra na camada muscular do próprio útero (miométrio), representam mais do que apenas dores físicas.
O impacto prático dessas doenças na região reflete diretamente na produtividade e no bem-estar das marajoaras. Sintomas como a dismenorreia (cólicas intensas), edema pélvico e a disparonia (dor durante a relação sexual) podem incapacitar a mulher em suas atividades diárias e laborais. Além disso, o Dr. Adriano destacou que a endometriose é uma causa frequente de infertilidade, o que gera um peso emocional e social significativo para as famílias da região que planejam a maternidade. Em casos raros, o tecido endometrial pode se localizar até em áreas como o canal lacrimal ou o nariz, levando a sangramentos atípicos durante o período menstrual.
Desdobramentos/Orientações: De acordo com as orientações médicas apresentadas, as mulheres devem ficar atentas aos sinais a partir da menarca (primeira menstruação), embora os sintomas sejam mais frequentes entre os 20 e 30 anos. O tratamento pode ser clínico, com o uso de anti-inflamatórios e anticoncepcionais hormonais para interromper a menstruação e permitir a atrofia do tecido atípico. Em situações mais graves, onde o tratamento medicamentoso não é suficiente, pode ser necessária a intervenção cirúrgica para cauterização dos focos ou, em casos extremos, a histerectomia (retirada do útero).
O Dr. Adriano reforçou que os sintomas tendem a desaparecer naturalmente com a chegada do climatério (transição para a menopausa), devido à redução hormonal. A orientação primordial para as marajoaras é buscar ajuda médica especializada aos primeiros sinais de dores pélvicas anormais ou alterações no volume menstrual para garantir um diagnóstico precoce e evitar complicações de longo prazo.
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