Crime em balsa: Homem é preso em Breves após tentativa de estupro em embarcação no Marajó
Funcionário de embarcação que viajava de Santarém para o Amapá foi preso em flagrante após arrombar camarote de colega de trabalho. Veja os detalhes da ação da Base Antônio Lemos.
Uma viagem fluvial que seguia de Santarém (PA) com destino
ao município de Santana (AP) foi marcada por um episódio de violência e pânico.
Uma mulher de 31 anos foi vítima de uma tentativa de estupro praticada por um
colega de trabalho dentro de uma balsa. O acusado, identificado como José
Raimundo, de 47 anos, foi preso em flagrante após ser filmado pelas câmeras de
segurança da embarcação.
O Flagrante e a Dinâmica do Crime
De acordo com as investigações da Polícia Civil, vítima e
agressor eram funcionários da mesma embarcação e haviam consumido bebidas
alcoólicas em um momento de lazer antes do crime. Ao se retirar para descansar
em seu camarote, a vítima foi perseguida pelo acusado.
As imagens do circuito interno mostram o momento em que José
Raimundo tenta abrir a porta do camarote com uma chave e, após falhar, utiliza
uma faca para arrombar a entrada. Ele chegou a disfarçar a ação quando outro
funcionário passou pelo local, mas entrou no quarto logo em seguida. A vítima
despertou com o agressor já ao lado de sua cama e conseguiu fugir para buscar
socorro.
Prisão e Procedimentos Legais
A rápida reação da vítima foi fundamental. Ela conseguiu
acionar os agentes da Base Integrada Fluvial Antônio Lemos, que interceptaram a
embarcação e efetuaram a prisão do suspeito ainda em flagrante.
José Raimundo foi conduzido para a sede do município de Breves,
onde foi apresentado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).
Segundo a delegada Ana Lúcia, o procedimento foi lavrado e o homem já foi
transferido para o presídio regional, permanecendo à disposição da Justiça para
responder pelo crime de tentativa de estupro.
Assista à reportagem completa com as imagens do flagrante:
Segurança nas Viagens Fluviais
Este caso reforça a importância da vigilância e do
policiamento ostensivo nos rios marajoaras. A presença de câmeras de
monitoramento e a atuação rápida das bases fluviais são ferramentas cruciais
para garantir que crimes como este não fiquem impunes em nossa região.